31 de out. de 2016

era uma vez...




  era uma vez...

num desses dias
em que o tempo caía assim
vadio e morno

tudo parecia mortiço
azul e estridente
afundávamos num silencio movediço

num desses dias
repleto de verdades latentes
reticente e terno

fingia lotear abismos
quando nos vimos
nos inventamos

sombras que somos

fantasmas vagos
impenitentes  guerreiros

armados de medo e versos nus
meus olhos  acordaram
e alheios seguiram a música

tua língua
teus malabarismos

inventei uns risos frágeis
eram quebradiços, bem sei

sem cor , cheios de vícios
desfaziam-se ao sol

mas, ao meio dia
enchiam precipícios

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