4 de nov de 2016

espelho baço



num caleidoscópio de vícios
tuas palavras caem

alegres bombas
fragmentos de sentido
estridulando teus ecos

feito melancolia dissonante
quimera sorridente

basta fechar os olhos
as orações tilintam e
impassíveis

caem feito chuva
nos cacos de espelhos baços

enfeitando nuvens de incêndio
teus olhos refulgem no vitríolo

ícones despedaçados