17 de mai de 2017

Alquimia



Decantei
em longos,
sinuosos versos,
o veneno das tuas presas


Encorujei meu espírito
protegendo-me
das setas
e elas continuam
a procurar meu peito.


Rezou pra eu te esquecer?
Foi em vão...

Sigo zonza, insone,
vagueio pela cidade
envenenada e louca...