3 de out de 2016

poemadelirio


o caos sorri, delgado e ágil
dançamos sob teus olhos
vagando pela cidade
 semi-morta
 enquanto as palavras zumbiam
no começo da invasão

 apelos escritos em fiapos tênues
 arrastando meus olhos em ruínas
 lambendo minha cela
 esvanecem no ar
fogem pelas janelas

afoita pelas respostas
 dispostas em versos vários
nesses diários sem nexo
escritos por uma mulher
 feita de esferovite