2 de ago de 2017

Amarras de papel



Tudo, sempre, começa e termina aqui no meu colo.
Tudo que nos enreda em tramas de fios delicados de densidade variada.
Não tenho certezas apenas arrumo grandes e pequenas sabotagens.

São intencionais mas não parecem ser.
Amarras de papel presas aos pulsos pálidos.

E um cansaço imemorial. Tudo que fiz me prendeu e termina por te aprisionar .
E ele jamais se culpa , jamais! Pega cada erro e os arremessa em meu colo
Cansada amarro perdas, persas, pedras, lágrimas e lembranças. Tudo encadeado.

Vi ontem marcas de lágrimas fantasmagóricas desenhadas na pele.
Lágrimas que guardadas transbordam. Desdenham dos meus segredos.

Rios secos. Fantasmas dantescos.

Cubro com arte e parte delas fica. Tudo fica
Agora mesmo recolhi algumas e forjo poemas
Penas, trancos, barrancos, covardias e corajosas bravatas