3 de set de 2006

Saudade




Guardei minha saudade na gaveta,
na última gaveta do armário;

pus sobre ela calcinhas, camisetas e meias.

Não queria vê-la.

Não queria nem mesmo nela pensar.

Mas, você sabe como a saudade costuma ser insidiosa.

Transformou-se em invisível gás, misturou-se ao ar que respiro,
às minhas roupas.

E agora apesar dos meus esforços eu sou toda saudade.