11 de fev de 2017

Inominável



ela ri comigo
desenhamos juntas
runas na pele nua

gemidos se erguem
cânticos de fauno e fada
ciciar sem nome

tecelã de mim
desfolho o mantra
dança de sonho

os poetas desdenham
minhas rimas internas
gostam de malabarismos

línguas incessantes
contar as sílabas
dez a cada manhã

diz uma das deusas
e que os nove te protejam
ergue tua capa

empunha a espada
cicia teus cantos
desenha tua runa na pele
defende mente, corpo e espírito
reza nosso verso sagrado