19 de abr de 2010

entranhável



juro que tento
não ouvir esses ecos
com olhos secos

esconjurei ontem
o sacrário vazio
dessa voz surda
que ronda as tardes

esses sussurros enredados
teus redemoinhos apalavrados
embaracei delicadamente
cada um dos tentáculos

enleada fujo
sem muita pressa

juro... juro que tento
não ouvir esses ermos
em que escondemos tanto
é tarde e
meus olhos desertam